| América Latina juntas. Desejei ao Papa um pontificado longo e profícuo. E lembrei os problemas de meu continente, tantas vezes esquecido pelos poderosos deste mundo, mas sempre no coração do sucessor de Pedro. De João Paulo II ontem, de seu sucessor hoje. Falei das guerras que ensanguentam nossa terra, da fome que mata adultos e crianças, das seitas que envenenam a fé dos simples, do islã que avança, da Aids que massacra inocentes. A propósito, fiquei impressionado com o fato de que o primeiro apelo do Papa, no primeiro Regina Coeli rezado da janela de seu apartamento do Palácio Apostólico, tenha sido pela paz no Togo, país que faz fronteira com meu Benin. Estou comovido com a prontidão do Papa, ainda que, obviamente, eu preferisse que nem fosse necessária sua intervenção. Na breve audiência, falamos do presente e do futuro. Não houve tempo para nenhum “amarcord” (“eu me recordo”, em dialeto da região italiana da Romanha; ndt.). De qualquer forma, não posso esquecer que Bento XVI foi criado cardeal por Paulo VI em 1977, e que, naquele que foi um verdadeiro “mini-consistório” – eram quatro os novos cardeais –, a púrpura também foi concedida a minha humilde pessoa. Também por isso, sou grato ao grande papa Montini. |