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Por ocasião da eleição de Bento XVI, 21 cardeais falaram à Revista 30giorni sobre o novo Papa, estes testemunhos reproduzimos aqui e podem ser encontrados na edição de maio de 2005 (www.30giorni.it/br)

 

- Cardeal Bernardin Gantin
- Cardeal Alfonso López Trujillo
- Cardeal Giovanni Battista Re
- Cardeal Francis Arinze
- Cardeal Bernard Francis Law
- Cardeal Dionigi Tettamanzi
- Cardeal Francis Eugene George
- Cardeal Paul Shan Kuo-hsi
- Cardeal Theodore Edgar McCarrick
- Cardeal Desmond Connell
- Cardeal José da Cruz Policarpo
- Cardeal Cormac Murphy-O'Connor
- Cardeal Justin Francis Rigali
- Cardeal Jean-Baptiste Pham Minh Mân
- Cardeal Péter Erdö
- Cardeal Crescenzio Sepe
- Cardeal José Saraiva Martins
- Cardeal Jean-Louis Tauran
- Cardeal Renato Raffaele Martino
- Cardeal Javier Lozano Barragán
- Cardeal Georges Cottier

 

ESTOU MUITO CONTENTE
Cardeal Bernardin Gantin
Decano emérito do Sacro Colégio

     Estou muito contente pelo fato de Bento XVI ter-me recebido antes que eu voltasse a Benin para continuar a ser missionário romano na África. E estou muito contente de que, na mesma manhã, o Papa tenha recebido também o cardeal vigário Camillo Ruini e os líderes do Celam. Roma, a África e a
América Latina juntas. Desejei ao Papa um pontificado longo e profícuo. E lembrei os problemas de meu continente, tantas vezes esquecido pelos poderosos deste mundo, mas sempre no coração do sucessor de Pedro. De João Paulo II ontem, de seu sucessor hoje. Falei das guerras que ensanguentam nossa terra, da fome que mata adultos e crianças, das seitas que envenenam a fé dos simples, do islã que avança, da Aids que massacra inocentes. A propósito, fiquei impressionado com o fato de que o primeiro apelo do Papa, no primeiro Regina Coeli rezado da janela de seu apartamento do Palácio Apostólico, tenha sido pela paz no Togo, país que faz fronteira com meu Benin. Estou comovido com a prontidão do Papa, ainda que, obviamente, eu preferisse que nem fosse necessária sua intervenção. Na breve audiência, falamos do presente e do futuro. Não houve tempo para nenhum “amarcord” (“eu me recordo”, em dialeto da região italiana da Romanha; ndt.). De qualquer forma, não posso esquecer que Bento XVI foi criado cardeal por Paulo VI em 1977, e que, naquele que foi um verdadeiro “mini-consistório” – eram quatro os novos cardeais –, a púrpura também foi concedida a minha humilde pessoa. Também por isso, sou grato ao grande papa Montini.


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Leia o testemunho de mais cardeais

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